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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Com ampliação da assistência em saúde, mortalidade infantil tem redução de 6,78% no Maranhão

Melhorias na rede estadual de saúde reduziram mortalidade infantil. (Foto: Divulgação)
O Maranhão registrou, de 2013 a 2017, uma queda de 6,78% no número de óbitos no primeiro ano de vida. Os dados são do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, o DATASUS, ligado ao Ministério da Saúde. As ações de ampliação à assistência em saúde materna e infantil, de prevenção e educação promovidas pelo Governo do Estado nos últimos 4 anos foram determinantes para a boa evolução.
A Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) do estado, que era de 16,48 óbitos para cada 1.000 nascidos vivos, em 2013, passou para 15,74 óbitos para cada 1.000 nascidos vivos – uma redução de 4,4% nos óbitos infantis. A redução da TMI no Maranhão é superior em pontos percentuais à apresentada por Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Ceará, Pará e Amapá.
A taxa é calculada por meio do número de crianças de um espaço geográfico (cidade, região, país) que morrem antes de completar 1 ano, a cada mil nascidas vivas. O índice é usado para avaliar a qualidade de vida e acesso a serviços essenciais.
Segundo a chefe do Departamento de Assistência a Saúde da Criança e do Adolescente da Secretaria de Estado da Saúde, Marielza Cruz Sousa, a redução no número de óbitos infantis tem relação direta com as políticas públicas implementadas pelo Governo do Maranhão em diversas áreas.
“Ações que ampliam a educação, a segurança, o acesso a habitação e saneamento refletem na mortalidade infantil. Uma mulher com acesso à educação, por exemplo, tem mais noção dos cuidados que precisa ter para uma gestação digna, como a importância do pré-natal. As pessoas têm uma ideia de que somente a saúde é responsável pela melhora desse indicador, mas é um processo macro de melhora na qualidade de vida”, explica Marielza.
A gestora reafirma que a ampliação e reorganização da rede estadual de saúde contribuíram para a melhoria já observada. Dentre os destaques, estão a abertura de maternidades em São Luís, Balsas e Colinas – que permitiram o cuidado especializado e a expansão de leitos -, o incentivo à prática do aleitamento materno e redução do desmame precoce, fortalecimento das ações de vacinação e de acesso aos exames de triagem neonatais, como teste do pezinho, olhinho e outros, que permitem o diagnóstico precoce de doenças congênitas e assintomáticas.
Ampliação da assistência é uma das causas de redução. (Foto: Divulgação)
“Temos uma tendência de queda nesse indicador, porque as melhorias acontecem em longo prazo. Algumas melhorias já são sentidas, como aquelas onde o processo Planificação da Atenção à Saúde acontece”, diz.
Outras iniciativas de combate à extrema pobreza e a redução das desigualdades no Maranhão, como o Plano Mais IDH, no qual se insere a Força Estadual de Saúde (Fesma), cujo foco também é a redução da mortalidade materna e infantil; Escola Digna; Mais Asfalto; o desenvolvimento das Cadeias Produtivas e muitas outras resultam em mudanças significativas para a qualidade de vida da população no Maranhão.
Em 2019, uma das apostas do Governo do Estado para reduzir as mortes infantis, assim como a materna, é o programa Cheque Cesta Básica – Gestante. O pagamento do benefício a mulheres grávidas de baixa renda do Maranhão, que totaliza R$ 900, será condicionado ao comparecimento às consultas de pré-natal e primeiras vacinas. O recurso do programa é oriundo de valores do ICMS cobrado de produtos da Cesta Básica. O benefício deve entrar em vigor ainda neste primeiro semestre do ano.

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