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segunda-feira, 27 de maio de 2019

UemaSul assume protagonismo nos debates sobre patrimônio e cultura na Região Tocantina

Auditório da UemaSul reuniu acadêmicos e representantes de movimentos sociais (Foto: Divulgação)
O II Simpósio de Educação Patrimonial História e Memória Afro-Indígena, realizado de segunda (20) a quarta-feira (22), pela Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UemaSul), teve ampla participação de professores, estudantes e representantes de movimentos sociais. O evento foi organizado pelo Núcleo de Estudos Africanos Indígenas (NEAI) da UemaSul, em parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secma).
A segunda edição do simpósio, que acontece nove anos depois da sua primeira edição, reforça o compromisso da universidade em promover debates que resultem em políticas públicas para o desenvolvimento da Região Tocantina, do ponto de vista humano e cultural.
“O primeiro simpósio ocorreu em 2010. Entre os encaminhamentos, propomos a implantação de um museu, demanda contemplada, um tempo depois, com o Centro de Pesquisa em Arqueologia e História dos Povos Timbira”, informou a chefe da Divisão de Extensão Universitária (Divext), Ronísia Mara Moura Silva.
Em 2010, Ronísia Mara Moura Silva era acadêmica do curso de História e foi coordenadora do simpósio. Hoje, enquanto servidora da UemaSul, também responsável pela organização da segunda edição, ela avalia positivamente o evento.
“O simpósio teve um saldo positivo. Ultrapassamos a quantidade de vagas disponibilizadas para os minicursos e conseguimos reunir acadêmicos, pesquisadores, professores e sociedade civil organizada. O eixo central foi a retomada da Carta Patrimonial de Imperatriz e Região Tocantina, produzida em 2010, e que retomamos devido a todas as transformações que ocorreram ao longo do tempo”, afirmou.
Ronísia Mara Moura Silva destacou a participação de representantes de várias instituições públicas, da representante das quebradeiras de coco Dona Querubina e dos representantes dos centros espíritas e dos terreiros.
Professora Ronísia Mara Moura Silva foi a coordenadora geral do evento (Foto: Divulgação)
O Simpósio propôs novas possibilidades investigativas reunindo pesquisadores das universidades brasileiras e instituições de pesquisas no Maranhão, refletindo sobre políticas públicas. “Foi uma boa chance para promover a integração das universidades da região com movimentos sociais e representantes do poder público”, informou a pró-reitora de Gestão e Sustentabilidade Acadêmica da UemaSul, Regina Célia Costa Lima.
Diálogos insurgentes
A programação contou, também, com a palestra do escritor e jornalista Fernando Morais, que fez parte do projeto Diálogos Insurgentes em parceria com a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop).
“Nesse momento duro e difícil na vida nacional é preciso contar a história que não contaram para a gente na escola. A história atual do Nordeste que rompeu com a soberba e arrogância de outras regiões e ensinou o país a votar”, pontuou o escritor.
Carta Patrimonial de Imperatriz
Como resultado dos debates, foi elaborada a Carta Patrimonial de Imperatriz e Região Tocantina, que será apresentada junto a Câmara Municipal de Imperatriz e enviada para outros órgãos do Governo do Estado e Governo Federal.
Ronísia Silva informou que a carta deve ser finalizada até o fim de junho, quando será realizada uma solenidade de apresentação, na UemaSul, com a presença da procuradora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Laura Mendes.

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